Notícias › 15/10/2019

“CNBB é uma dádiva para Igreja e para sociedade”, diz dom Walmor Oliveira, por ocasião do aniversário da entidade

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Do Vaticano, de onde participa do Sínodo para a Pan-Amazônia, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo enviou mensagem por ocasião do aniversário de 67 anos da entidade, celebrado em 14 de outubro.

Veja a íntegra da mensagem do presidente:

“A CNBB em seus 67 anos de história é uma dádiva para a Igreja e para a sociedade. Uma dádiva para a Igreja porque é lugar de comunhão, fortalecendo a nós, os bispos, servidores do povo de Deus e frequentemente fortalecendo cada diocese, cada paróquia e cada comunidade. Uma dádiva para Igreja porque trata-se exatamente do compromisso de anunciar o Evangelho. Uma dádiva para a sociedade porque este Evangelho desdobrado como luz para nosso caminho e lâmpada para nossos pés ajuda a sociedade a reencontrar rumos particularmente neste tempo. Louvado seja Deus pelos 67 anos da CNBB. Juntos caminhemos como Igreja Missionária”.

Dom Walmor também enviou um vídeo no qual anuncia a realização, a partir de 14 de outubro, de um tríduo rumo aos 70 anos da CNBB. Veja a íntegra:

 

Memória e papel

Como parte das comemorações de seu aniversário de 67 anos, nesta segunda-feira, 14 de outubro, a CNBB recebe as relíquias de Santa Dulce dos Pobres. Para celebrar a data, a CNBB, instituição fundada em 1952, no Rio de Janeiro, preparou uma programação especial focada na memória de Santa Dulce dos Pobres, canonizada no domingo, 13 de outubro no Vaticano. A programação começa às 8h30, com uma missa solene, presidida pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência, dom Joel Portella Amado. As relíquias de irmã Dulce, que pertencem à paróquia São Francisco de Assis, da Ceilândia Sul, serão entronizadas na celebração.

A CNBB é a instituição permanente que congrega os bispos da Igreja Católica no país. Atualmente, são 493 bispos, sendo 320 na ativa e 173 bispos eméritos. Destes, 77 são arcebispos e 9 cardeais. Foi instalada em 1952, no palácio São Joaquim, sede da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ). A CNBB funcionou na capital carioca até 1977, quando foi transferida para Brasília (DF). Dom Hélder Câmara, à época bispo auxiliar do Rio de Janeiro, foi o seu primeiro secretário-geral e um dos principais idealizadores e articuladores. No programa Memória Viva de 1983, exibido pela TV da universidade federal do Rio Grande do Norte, dom Helder conta que começou a articular a Conferência dos Bispos quando ainda era padre.

A cada quatro anos a CNBB, em sua Assembleia Geral, que reúne os bispos de todo o país, elabora as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja (DGAE). Para o quadriênio 2019-2023, as diretrizes da CNBB foram estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, apresentada com a imagem da “casa”, sustentada por quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária.

Eleita em sua 57ª Assembleia Geral realizada em Aparecida (SP) em maio deste ano, a atual presidência conta com a seguinte composição: Presidente: dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG); 1º vice-presidente: Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); 2º vice-presidente: dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima (RR); Secretário-geral: dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar do Rio de Janeiro – RJ.

Via CNBB